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Escritório planejado estimula integração e produtividade nos ambientes corporativos.
12 de Março de 2015

Escritório planejado estimula integração e produtividade nos ambientes corporativos.

Seja pela parte da arquitetura, design ou conceitos, esses espaços integram cada vez mais aspectos sociais para ampliar as relações humanas e aumentar a aproximação entre profissionais. Portas estão sendo abertas e paredes derrubadas para que a comunicação e interação flua melhor.


Além de incluir divisórias que podem ser mudadas de lugar ou paredes de vidro em salas de reunião, por exemplo, esses locais têm amplos espaços de circulação que permitem uma visualização total da equipe e a livre circulação de ideias.


No layout são inseridos móveis de uso conjunto, como as famosas baias, mas agora sem a barreiras físicas que as transformavam em cubículos individuais, assim um colega pode conversar com o outro sem se levantar.


As divisórias transparentes não deixam passar som, porém permitem a visualização de salas, o que pode evitar, por exemplo, que pessoas entrem no meio de uma reunião por engano. A questão do olhar contribui muito para o funcionamento do espaço de trabalho, afirma o arquiteto Keiro Yamawaki, presidente da Associação Brasileira de Escritórios de Arquitetura do Paraná (Asbea-PR).


As mesas integradas, cadeiras móveis e o projeto luminotécnico fecham o pacote do modelo de escritório inteligente. O resultado é a união de equipes e o aumento de rendimento, já que na prática as relações entre os colegas tendem a fluir com maior naturalidade e os conflitos, a diminuir.


Outra sugestão é apostar numa redivisão das estações de trabalho, concentrando processos ou grupos de profissionais em nichos. Há linhas de mesa no mercado que se adequam a esse tipo de projeto, compostas de divisores que podem ser feitos de acrílico, criando nichos compartilhados. Esse estilo de projeto é conhecido como open plain, porque facilita a comunicação. As mesas baixas com pequenas divisas permitem uma melhor conversa e troca de informações entre as pessoas, tornando-as muito mais próximas, diz.


Diversidade


No escritório de advocacia ou consultório de psicologia o cliente é o foco, assim o espaço com divisórias e paredes se faz necessário para garantir a concentração e privacidade, o que de forma alguma impedem que as salas sejam acolhedoras e agradáveis.


O ambiente precisa transmitir uma sensação de ordem e de segurança. Desde a recepção até as salas de atendimento, tapetes de cores neutras, piso com textura em madeira ou com outro elemento natural, como plantas, quadros e móveis com jeito de casa de família, ajudam a criar uma boa atmosfera tanto para o paciente quanto para os profissionais. Não se pode esquecer que o advogado e o psicólogo, por exemplo, lidam com vários problemas, portanto precisam de um ambiente corporativo que facilite a concentração sem aumentar o estresse.


Keiro Yamawaki destaca que o design da mobília, nesse caso, pode deixar o ambiente mais suave.Atualmente os escritórios estão procurando mais mobiliários retos e compactos, que dão maior aproveitamento de espaço e integram as pessoas, observa.


Para esses grupos, estações de trabalho seriam uma opção para o horário de pesquisa. Nesses ambientes ainda temos o problema acústico, pois a privacidade ainda impera. Hoje utilizamos e especificamos as divisórias transparentes, assim a amplitude visual está garantida e a privacidade também, destaca Keiro.


A interação é restrita a cafeteria ou salas de reunião privadas, onde cadeiras ou poltronas super confortáveis, mesas baixas e uma decoração clean deixam as pessoas mais propensas a relaxar e trocar ideias. Quando o profissional volta para a sala dele, está bem mais concentrado e criativo, o que vai se refletir na forma como interage com os outros e na sua produtividade.


Projeto Individualizado



Em outras palavras, do piso ao teto a atmosfera do projeto de interiores deve corresponder ao que os frequentadores esperam e ao que as pessoas que nele trabalham precisam. A ambientação é tudo. O arquiteto deve sempre levar em conta esse equilíbrio emocional do espaço, enfatiza o arquiteto Cássio Tavares de Menezes.


A ergonomia dos móveis determina a posição de trabalho e o nível de conforto certo para cada função. Esse cuidado vale até com a iluminação porque a luz branca de um escritório não se encaixa no ambiente intimista de um restaurante, por exemplo.


Há cores e objetos que não combinam com certos ambientes, mas ficam perfeitos em outros. Para cada segmento, a noção de conforto e o estímulo à produtividade é única e o profissional da arquitetura é quem vai ajudar a acertar na escolha, desde a alvenaria aos quadros na parede.


Possibilidades


Os profissionais destacam que todo o espaço pode ganhar um ar contemporâneo e integrativo guardadas as peculiaridades de cada segmento. No layout pode-se aplicar vários modelos como o tradicional, o modular (com estação de trabalho coletiva e de atendimento separado), o grupo de estação de trabalho (inverso do anterior), etc.


Fonte: O Diário